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Colorindo os Exploradores

Um dos trabalhos que tenho feito atualmente é a colorização de Operação Salto Quântico, aventura dos Exploradores do Desconhecido que fiz em parceria com o roteirista Gian Danton. Ou, no caso das primeiras páginas, uma recolorização!

A versão que publicamos online foi toda em preto e branco, mas quem acompanhou a história desde o início viu que, quando começamos, publicávamos a HQ colorida.

Ao optarmos por fazer uma versão PB para o site, acabei fazendo umas alterações nas primeiras 12 páginas; coloquei mais áreas de preto e fiz algumas alterações nos desenhos.

Depois que uma editora nos procurou para publicar a HQ em cores, dei início ao longo trabalho de colorização das páginas. Porém, nas 12 páginas iniciais, estou refazendo as cores devido as alterações que havia feito nelas. Também optei por fazer, na nova versão, cores chapadas para salientar o clima retrô dos Exploradores do Desconhecido.

Aí vão as duas versões da primeira página para vocês verem as diferenças. 🙂

Primeira versão

 

Segunda versão

 

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Lido: Yoko Tsuno – O Trio do Mistério

Li há poucos dias O Trio do Mistério, primeiro álbum da série da Yoko Tsuno, personagem dos quadrinhos franco-belgas que há muito tempo queria conhecer!

Nessa aventura de estréia, Yoko Tsuno conhece Vic Vídeo e Pol Pitron (traduzido no álbum como “Paulo”), que se tornariam seus parceiros ao longo de todos os álbuns seguintes, e se vê às voltas com os Vineenses, alienígenas vindos do planeta Vinea há milhares de anos e que vivem escondidos no interior da Terra.

A história tem aquele clima de “Sessão da Tarde de antigamente”, com uma narrativa bem fluida e ação que não para (como convém a uma história juvenil de aventura). Em alguns momentos, aqui e ali, a história soa datada – compreensível para uma HQ feita em 1972. Talvez os fãs de ficção científica mais exigentes não considerariam a história genial, mas não se pode negar que Roger Leloup é um autor competente. Trata-se de um “quadrinho-pipoca’ honesto, sem a pretensão de revolucionar nada, feito para leitores de todas as idades (como grande parte dos quadrinhos franco-belgas).

O grande destaque são os desenhos de Leloup. Tem uma arte detalhada e minuciosa, perfeita para esse estilo de HQ, que nos brinda com várias cenas espetaculares, nesse álbum…

… e ao longo de toda a série.

 Uma coisa que achei curiosa nesse álbum é que o desenho de Leloup vai mudando aos poucos durante a história. Algo que é bastante comum com todos os desenhistas ao longo de suas carreiras, mas não tão comum em uma mesma obra! Ele começa com um traço cartunesco, mas depois vai adotando um estilo mais realista. Deduzo eu que seja porque ele percebeu que uma abordagem um pouco mais realista se encaixava melhor no tipo de HQ que estava fazendo. Como um músico faz ao afinar um instrumento. E a Yoko foi passando por transformações ao longo do tempo, como é normal de acontecer a qualquer personagem.

Origem

Yoko Tsuno surgiu em 1968, em histórias curtas publicadas na revista Spirou, célebre revista de quadrinhos franco-belga por onde passaram grandes nomes dos quadrinhos europeus. A princípio os roteiros eram feitos por Maurice Tillieux, sendo depois assumidos pelo próprio Roger Leloup, quando este começou a fazer os álbuns. Consta que, no início, Yoko não era a personagem principal da série, e que os editores teriam decidido estabelecê-la como protagonista devido ao sucesso de Natacha, a primeira heroína dos quadrinhos franco-belgas (e também publicada na Spirou). Yoko seria, então, a segunda heroína surgida nesse meio predominantemente masculino.

Roger Leloup

O desenhista começou sua carreira como assistente de alguns grandes nomes da HQ franco-belga. Começou como assistente de Jacques Martin (criador de Alix) e depois nos Estúdios Hergé (Tintim), onde desenhava cenários – especialmente veículos. É criação dele o famoso avião Carreidas 160 Jet, que aparece no aventura de Tintim “Vôo 714 Para Sidney“.

coronel raga · ficção científica · octavio aragão · rainha das estrelas

Raga

Ontem li no blog do Octavio Aragão (mais) um trecho do conto dele, Rainha das Estrelas, uma cena com o coronel ciborgue Raga. Achei bacana o personagem (sempre gostei de robôs e ciborgues) e fiquei com vontade de fazer um desenho dele. Por favor, ignorem o fato de que, por distração, eu tive as manhas de desenhar a porção cibernética do coronel DO LADO ERRADO do corpo dele.